Nome: Raphael Bonelli
Nascimento: 14 de Junho de 1979
Cidade: Palhoça - SC

Banda: Jethro Tull
Filme: Ran
Livro: Musashi - Eiji Yoshikawa
Paixões: Contra-baixo, filmes, livros
design gráfico, ilustração e games.


"Voa em liberdade a ave
e após o sol revitalizante do verão
chuva bate na chuva
".


Meu humor atual - i*Eu



Living on a Dream
Valinor

Fotolog Gleicy
Fotolog PattySatthy 01
Fotolog PattySatthy 02
Fotolog Bárbara Zacchi
Fotolog Juliana Zacchi


August 2004 September 2004 October 2004 November 2004 December 2004 February 2005 May 2005 August 2005 September 2005 November 2005 July 2006 February 2007 October 2007 April 2008









 
 
 
 

 

Thursday, September 30, 2004

Um mestre do zen e seu aluno caminhavam pelas montanhas do Tibet, enfrentando juntos a neve e o frio, quando o aluno comentou.

"Mestre, me sinto em um casulo de inércia... como se tivesse perdido o caminho do zen e da iluminação. Por mais que procure, não encontro qual caminho devo seguir. O senhor poderia me dar um conselho?"

O mestre parou e ficou em silêncio por alguns minutos, a neve se acumulava entre eles, apontou para a lua e falou: "Olhe lá, a lua". Depois disto, se pôs a caminhar novamente.

O aluno entendeu seu mestre, deixou abrir certa distância e voltou sozinho para o têmplo.
..........................

O dedo pode apontar a lua, mas o dedo não é a lua. A palavra lua não é a lua. Qualquer dedo pode apontar a lua, mas a lua é o que importa. O zen aponta a iluminação, mas o zen não é a iluminação.

Como respondeu o sábio ao ser indagado com a pergunta: "Como poderei ser iluminado como você, mestre?"

"Siga os meus passos, e não chegará aonde cheguei".



State your business samurai: Comments:
postado por: Bolsas Personalizadas 1:28 PM


Wednesday, September 22, 2004

O festival está chegando... é o maior festival de bandas do sul do país e tem como prêmiação um contrato com a gravadora Orbit Music e a chance da banda abrir o Planeta Atlântida de 2005. Claro que a Cais de Porto vai estar envolvido nesta. Já que estamos trabalhando só com música própria, qualquer chance de mostrar o nosso trabalho é muitíssimo bem vinda.

Estamos indo hoje para o estúdio gravarmos nossa música e também a música cover (obrigatória) que iremos tocar. Espero que dê tudo certo... e como esta gravação é o primeiro passo a dentro do festival, tem de dar tudo certo. Por isso conto com a torcida de todo mundo. Obrigado.



State your business samurai: Comments:
postado por: Bolsas Personalizadas 2:31 PM


Monday, September 20, 2004

Akira Kurosawa

Akira Kurosawa nasceu em Ohi-machi, Tokyo, em março de 1910 como o caçula de quatro irmãos e quatro irmãs. Foi ilustrador e publicitário antes de se tornar cineasta e lançar seu primeiro filme "Sugata Sanshiro" em 1943.

Daê em diante foram diversos filmes... entre sucessos e fracassos estavam seu clássico "Os Sete Samurais" e seu primeiro filme colorido "Dodes-ka-den", cujo o fracasso levou Kurosawa a tentar suicídio.

Recuperado ele voltou à boa forma com o filme Dersu Uzala, filmado em conjunto com uma produtora soviética e que deu a Kurosawa o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (como um filme soviético, e não japonês).

Kurosawa se tornou o mais famoso cineasta no ocidente (apesar da em conseguir fundos em seu próprio país). Em 1985 gravou um dos seus maiores filmes, Ran, com o apoio de Francis Coppola e George Lucas.

"Em meus filmes há, talvés, três ou quatro minutos de cinema de verdade", disse uma vez Kurosawa. Na década de 90 Kurosawa gravou seus últimos filmes: "Sonhos" (com apoio de George Lucas e Steven Spielberg); "Rapisódia em Agosto" e "Mandadayo".

Akira Kurosawa vem a falecer em setembro de 1998, em Tokyo. Seu último roteiro, "Depois da Chuva", é então terminado pelo diretor Takashi Koizumi, amigo de Kurosawa desde 1970.

Deixou para a humanidade obras de incrível genialidade. Um diretor com um caráter diferente do comum que produzia filmes com enfoque não na história, mas sim nos seus personagens. Os personagens de Kurosawa são profundos, complexos e cativantes e em seus filmes o cineasta nos convida a viver estas personalidades incríveis. Filmes dele possuem uma vida própria, uma característica pessoal.

Gostar de Akira Kurosawa não é para qualquer pessoa (não que eu me considere melhor que ninguém por gostar) em virtude de forma como seus filmes acontecem serem totalmente diferentes do padrão Hollywoodiano ao qual nos habituamos. Seus filmes possuem um ritmo próprio que, ao se habituar a ele, te leva preso a ele o fim. Seus finais de filme são um caso a parte... os filmes do Kurosawa sempre terminam de forma que nunca terminem... e então você leva o filme para sempre com você.
..............................

Filmes que recomendo:

- Yojimbo: Em preto e branco conta a história de um samurai andarilho que chega à uma vila aonde a população vive no fogo cruzado entre duas gangues rivais.

- Os Sete Samurais: Simplesmente um clássico e uma das mais incríveis fotografias que já ví no cinema (voltarei a falar mais sobre este filme em outro tópico).

- Dodes-ka-den: Primeiro filme colorido de Kurosawa conta a história do povo que vive em uma favela no Japão. Entre seus personagens há as duas mulheres que trocaram seus maridos entre si; a menina que passa dias e noites fabricando flores artificiais para sustentar o pai alcólatra; o pai que, junto do filho, imagina a casa dos seus sonhos e o menino que é maquinista de um trêm imaginário.

- Kagemusha: Para esconder a morte de um senhor feudal de seus inimigos, os conselheiros do feudo colocam um ladrão, cuja a aparência é identica ao senhor feudal, em seu lugar.

- Ran: Uma releitura de Rei Lear, de Sheakspeare, aonde um senhor feudal divide o reino entre seus três filhos. Em seguida o rei se vê abandonado em uma guerra entre os filhos.

- Rapsódia em Agosto: Este filme trás a vida, no Japão, das vítimas e sobrevivendes da bomba atômica de Hiroshima. Mostra locais no Japão, pessoas, e situações que nos fazem relembrar a importância deste evento. Um filme triste pontuado com momentos divertidos que o tornam uma experiência única. Com participação especial do ator Richard Gere.

- Madadayo: Engraçado se pensar no tema do último filme de Kurosawa... que fala, nada mais, nada menos, do que na morte e em se aceitá-la. Um professor se aposenta, mas seus alunos continuam, ano à ano, o visitando e celebrando seu aniversário... tendo a guerra como plano de fundo, Madadayo nos coloca em contato com nossa própria mortalidade.





State your business samurai: Comments:
postado por: Bolsas Personalizadas 2:35 PM


Friday, September 03, 2004

FLORIPA, JULHO 2004. A prefeitura da cidade libera para as empresas de ônibus mais um aumento nas tarifas. As tarifas, já caras, passam a ocupar um espaço no orçamento de cerca de meio salário mínimo. É o enésimo aumento durante o mandato da prefeita, e cada um deles foi recebido pela população com uma revolta velada, presa na garganta, atrás das janelas e das cortinas.

Algo foi esquecido... algo que os romanos já haviam aprendido a muito tempo... algo que Sun Tzu já havia aconselhado em seus tratados. O povo precisa de pouco para viver, mas tem um limite. Quando este limite é atingido o povo não tem mais nada a perder... e não se pode matar um homem morto.

O povo foi as ruas... iniciou-se com os jovens (de onde sempre nascem as mudanças) e foi se tornando um movimento comunitário. A prefeitura chamou de caos, já que para eles caos é o momento no qual as coisas saem do controle... do controle deles. A polícia interviu, a prefeita queria o exército, e se chocou com os manifestantes... esperava-se que o embate amortecesse a manifestação, o contrário aconteceu.

Foram dias lindos... as pessoas na rua, em barracas... sopão comunitário para todos que participavam ou não da manifestação... polícia e armas pesadas nas ruas, violência, pessoas presas e tudo mais que podesse participar de um cenário de filme sobre a ditadura. As pessoas não sairam das ruas... o que os jovens começaram, pessoas de todas as classes e idades se uniram. As pessoas fecharam os vias de respiração da cidade. Florianópolis e a prefeita sufocavam.

Desistência... o OAB baixa uma liminar reduzindo os preços à tarifa normal (já alta, por sinal). Os manifestantes deixam as ruas... com a promessa de que lutariam ainda em prol de uma CPI para investigar a sujeira que possivelmente tramita nos corredores mais escuros do sistema de transporte (não tão)público.

Respostas ainda deviam ser dadas:
- Por que Florianópolis, uma cidade insular, não possui um sistema marítimo de transporte?
- Por que as licitações para o transporte são dezenas de anos?
- Por que São Paulo, muito maior que Florianópolis, possui tarifa única de R$ 1,70? Inclusive nos ônibus em madrugadas?
- E, por que, tanto medo da CPI?

Os manifestantes se foram das ruas... ficou a promessa de luta... ficou a promessa de CPI. Ficou, principalmente, fundamentada como arma principal a divulgação do nome dos vereadores e deputados contra ou abstenios em relação à CPI.

Por isto me valho de uma canção do Engenheiros do Hawaii para perguntar:



onde estão os caras que lutavam dia-a-dia
sem perder a ternura jamais?
onde estão os caras que desmaterializavam
moedas de dez mil reais ?
onde estão os caras que desconheciam limites...
universal e singular ?
onde estão os caras que desenhavam novas cidades
em guardanapos na mesa de um bar?

onde estão as provas, onde estão os fatos?
as boas novas eram só boatos?
onde estão os atos de bravura e rebeldia?
(ternura guerreada dia-a-dia)?
será que estamos sós?

onde estão os caras que pregavam no deserto?
(o deserto continua lá)
onde estão os caras que deixavam as portas abertas
para a vida poder circular?
onde está o teatro mágico só para iniciados?
onde está o espaço não privatizado?
onde estão os caras que acenavam com a mão invisível
um mercado para todos nós?

onde estão as provas, onde estão os fatos ?
as boas novas eram só boatos ?
onde estão os caras que lutavam e cantavam ?
(por um mundo ideal eles gritavam : ! não estamos sós ! )

onde estão os caras que diziam que a guerra ia acabar?
onde estão os caras que diziam que a maré ia virar?
onde estão os caras que espalharam o vírus,
prometeram a cura e viraram as costas?
onde está o outro? onde está o diferente?
onde está o comum a toda gente?

onde estão as provas, onde estão os fatos ?
as boas novas eram só boatos ?
onde estão as provas, onde estão os fatos ?

Onde estao os caras que diziam que a guerra ia acabar?
Onde estao os caras que diziam que a mare ia vira?
Eles garantiram Freud explicava tudo.
Onde estao os sobreviventes daquele mundo?

Onde estão caras que usavam palavras precisas
pra nos livrar da tirania do mal?
Aonde estao os filhos da revolucao sexual?
"Donde estao los herderos de la falacia liberal"

Onde estao as provas? Onde estao os fatos?
As boas novas eram so boatos.
Onde estao os caras que lutavam e cantavam?
Por um mundo ideal se peguntavam:
Onde estamos nos?



State your business samurai: Comments:
postado por: Bolsas Personalizadas 2:17 PM


Wednesday, September 01, 2004

Este post é dedicado a Mariana e a Gleicy... como vocês estão vivendo um momento de melancolia, resolvi postar esta música (e a devida tradução) para vocês. A música é linda (tanto a letra quanto o instrumental) e faz parte da trilha sonora do game Silent Hill 3. O momento que a música toca no jogo é bem triste... o pai da heroina morre, ela consegue uma carona até Silent Hill. Dentro do caro ela lê o diário do pai e chora ao saber das verdades do passado dela. A chuva bate na janela do carro enquanto o detetive que dá carona para ela olha para ela se sentindo impotente. Muito bom este jogo... aconselho que puder jogá-lo. Para Playstation2 ou PC.



Letter - From the lost days (Silent Hill 3 OST)


A letter to my future self
Am I still happy? I began
Have I grown up pretty?
Is Daddy still a good man?
Am I still friends with Colleen?
I'm sure that I'm still laughing, aren't I? aren't I?

Hey there to my future self
If you forget how to smile
I have this to tell you
Remember it once in awhile
Ten years ago your past self
Prayed for your happiness
Please don't lose hope

Oh, oh what a pair me and you
Put here to feel joy, not be blue
Sad times and bad times see them through
Soon we will know if it's for real what we both feel

Though I can't know for sure how things worked out for us
No matter how hard it gets, you have to realize:
We weren't put on this earth to suffer and cry
We were made for being happy—

So...be happy...for me, for you...
...please.



.............TRADUÇÃO..............

Carta - dos dias passados


Uma carta para meu eu futuro.
Ainda sou feliz? Eu começo.
Eu cresci bonita?
Papai ainda é um bom homem?
Ainda sou amiga de Collen?
Estou certa de ainda dou gargalhadas,
não dou? Não dou?

Hey, aqui, meu futuro eu,
se você esquecer de como sorrir
eu tenho isto a te dizer
lembre-se vez ou outra.
Dez anos atrás seu eu passado
rezou pela sua felicidade.
Por favor, não perca as esperanças.

Oh, que par, eu e você.
Aqui para sermos felizes, não tristes.
Tempos tristes e ruins passarão
e logo saberemos se é real o que sentimos.

Apesar de que não posso saber ao certo
como as coisas se desdobraram para nós,
não importa o quão difícil se torne,
você tem de perceber:
não viemos à esta Terra para sofrer e chorar.
Viemas para sermos felizes.

Então... seja feliz... por mim, por você...
...por favor.



State your business samurai: Comments:
postado por: Bolsas Personalizadas 10:25 AM