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Tuesday, August 30, 2005 Depois de todo aquele stress de sexta-feira, típico, tivemos nossa merecida recompensa. O final de semana ainda teria um Exame da OAB (que rendeu histórias para um outro momento), uma ida a pizzaria e uma tarde inteira de sono, mas começou com um encontro muito bacana na casa do Carvalho, dono da agência aonde trabalho. Corre-corre para comprar peixe, sake, nori, gari, sudare e mais um monte de coisinhas com estes nominhos esquisitos para preparar o jantar da noite. A pedidos do Bonny, diretor de arte e grande amigo, e a Day, produtora e namorada do Carvalho, o comes da noite seria um festival de sushi. Advinha para quem sobra? (Como se eu não fosse apaixonado por fazer isto. Rs.) Tudo comprado e organizado, ainda teríamos, eu e a Paula, uma reunião para os fiscais do Exame da OAB. Volta do exame, direto para a casa do Carvalho. Minutos de descanso, faixa na cabeça, facas na mesa e partimos para o batente. A Paula está cada vez melhor como instrumentista. Já conhece os utensílios pelo nome (não é qualquer um que sabe diferenciar um deba bocho de uma yasunari bocho) e está fera em fazer o que eu não consigo de jeito algum... colocar filme de PVC no sudare (aquela esteirinha que enrola os sushis). Fora isto, ela fica cuidando para evitar que eu limpe facas na blusa ou corte meus próprios dedos (eu sou meio desligado mesmo). Day, por sua vez, curtir assistir o preparo, como toda aficcionada por sushi, tentando anotar mentalmente cada detalhe do processo.
Depois de algumas horas, risadas, e invasões da Day na tentativa de raptar uma peça ou outra do sushi e da Paula em desaparecer com um sashimi de salmão. Mas, para o azar delas, nenhum pedaço se perdeu (eu normalmente dou para quem estiver mais perto as peças de sushi que desmontam por acidente). Mesa posta, wasabi na bandeja, gari e shoyu nos potinhos. O resultado foi bastante favorável. A Paula adorou o sushi, mas é suspeita de dar opinião (na real, se tivesse ficado ruim ela teria me dito depois, no privativo), Carvalho que não gosta muito de sushi, comeu um bocado e elogiou, assim como a Day que é freqüentadora dos sushi-bares de Floripa também gostou bastante (e sumiu com algumas peças para dentro de uma tappeware). Bonny gostou bastante e até a Jaque, que dizia não comer sushi, adorou os Filadélfias. Até futomaki, que eu nunca havia feito, rolou e deu certo. Fiquei bastante contente com o resultado final. Depois de um sushi atravessado que rolou tempos atrás, fazia tempo que eu não acertava em cheio a mão como acertei nesta sexta-feira. Ficou tudo muito gostoso e divertido, cheio de música de qualidade e piadas. Depois, carona para o apê e o merecido descanso (depois de me livrar do cheiro de peixe). Numa próxima oportunidade vou falar um pouco tecnicamente desta paixão que é o sushi. Nomes, de onde veio, o que é, e tudo que você nunca quis saber mas eu vou falar assim mesmo. State your business samurai: Comments:
Todos os dias, excluindo-se sábados, domingos e feriados, eu cruzo como pedestre uma das mais movimentadas avenidas de Florianópolis, a Paulo Fontes. A Prefeitura, numa atitude duvidosa, realocou o Terminal de Ônibus Integrado de Florianópolis em um ponto da cidade em que os milhares de usuários do sistema são obrigado a atravessar tal avenida para ir, sem exceção, a qualquer lugar de Florianópolis (salvo talvez, um lanchinho dentro de uma das biróscas dentro do próprio Terminal). Mas, independente da escolha do Secretário de Obras, a avenida em si tem todo o aparato necessário para ser cruzada com segurança: larga faixa de pedestres, semáforos, pardais e um canteiro central tão amplo que, não duvido, logo vire um camelódromo. Mas, mesmo assim, diariamente milhares e milhares de pessoas arriscam suas vidas por uma pressa tão irreal quanto a que faz passageiros do ônibus levantarem e dirigirem-se para as saídas assim que cruzam a ponte, 7 minutos antes de chegarem ao terminal. Ou seja, atitudes desnecessárias em troca de 30, 40 segundos. Não consigo imaginar justificativas pelas quais as pessoas se arrisquem, em troca dos tal 30 segundos, se recusando a respeitarem a mais básica e simples lei de trânsito. O semáforo. É simples mas, em caso de você, leitor, morar em planeta diferente do meu (ou ainda, me corrigir, vai numa dessas que quem nunca entendeu o sistema fui eu), eu vou explicar. O tal objeto possui três luzes sinalizadoras, nas cores verde, vermelho e amarelo e são colocados de forma que se voltem ao sentido de movimento dos veículos e não dos pedestres. As luzes se acendem, uma por vez (nunca acendendo duas simultaneamente) na ordem: verde, amarelo, vermelho e então retornando à verde. A verde indica aos veículos que eles podem transitar normalmente, o vermelho, que eles devem parar, permitindo à livre passagem dos pedestres. E o amarelo causa uma confusão horrível na cabeça das pessoas... o pedestre acha que o carro deve parar e atravessa, e o motorista acelera acreditando que é a sua última chance de ultrapassar o semáforo. Ainda acho que alguns crêem que uma vez fechado, ele nunca mais se a Não é complicado, é? Outro fato importante... se a luz está vermelha para os carros mas não há pedestres passando, isto não significa aos motoristas que eles podem transitar livremente, já que o pedestre ao ver o sinal vermelho, automaticamente considera livre sua passagem... o motorista respeita isto. Então, por que diabos? O pedestre não consegue respeitar regrinha tão sutil e simples? Insistindo em arriscar-se pelos 30 segundos correndo entre as menores brechas possíveis numa anedota cretina do jogo Freeway do Atari, no qual o jogador devia ajudar um frango à atravessar a rua? Será que um vírus transmissor de um tipo diferente de daltonismo invadiu a cidade? Se o vírus transmitisse retardo mental ele explicaria não só este problema, como muitos outros que assolam a cidade. Será que os signos escolhidos para controlar o tráfego foram mal escolhidos? Quem sabe junto do semáforo, para facilitar o entendimento das pessoas, no melhor estilo: “Querem agir como animais? Então serão tratados como animais.” devemos adotar cancelas nas faixas de pedestres, e um ou outro polícia vestido de espantalho, armado e “tudo pelo bem estar da população”? Realmente é incompreensível. Como se os 30 segundos fossem fazer alguma diferença na âmbito geral das coisas... quer saber? Acorda mais cedo. E eu fico ali, aproveitando a sombra ao som do CD da Tracy Chapman que toca diariamente “You got a fast car (Você possui um carro veloz)”. Coincidência? State your business samurai: Comments:
Primeiro, explicações: Desisti do CriandoFlogue. Tem quase um mês que o sistema de comentários deu pau e, por mais que tentei entrar em contato, não obtive resposta alguma. Considero isto, mesmo num sistema gratuíto (que não é gratuíto, afinal, a publicidade paga eles), um descomunal desrespeito ao usuário. Agora, então, meu flogue volta para cá, que passa a ser meu flog e meu blogue, coloquem nos favoritos, pois estou voltando à ativa, rssss. Seguimos de onde paramos no flogue. OldBoyNão faça muitas perguntas. Vá lá e assista. Tudo o que posso dizer do filme é que a direção é incrível, a história é surpreendente e o ator principal é fantástico (a cara de maludo dele é muito show). O personagem principal acorda um dia em uma prisão aonde tem uma cama, uma tv, e alguns cadernos. E passa 15 anos de sua vida escrevendo um diário, vendo programas, comendo enroladinhos e brigando com uma parede, sem nunca obter uma resposta da razão de ele estar preso. 15 anos depois ele é libertado, e tem 5 dias para descobrir quem o mandou prender, e por quê. O filme te prende do começo ao fim tentando interpretar as pistas que a trama lança o tempo todo. Confuso, complexo e muito bem amarrado. ...e, finalmente... ...menção honrosa a interpretação do polvo e da formiga. State your business samurai: Comments:
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