Nome: Raphael Bonelli
Nascimento: 14 de Junho de 1979
Cidade: Palhoça - SC

Banda: Jethro Tull
Filme: Ran
Livro: Musashi - Eiji Yoshikawa
Paixões: Contra-baixo, filmes, livros
design gráfico, ilustração e games.


"Voa em liberdade a ave
e após o sol revitalizante do verão
chuva bate na chuva
".


Meu humor atual - i*Eu



Living on a Dream
Valinor

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Tuesday, September 27, 2005

O mundo hoje fica um pouco mais graça. Duas mortes, uma hoje e uma ontem, levaram dois grandes humoristas do mundo, entre eles um dos melhores do Brasil. Numa terça feira de paralisação de ônibus, mas com o sol despontando na rua, depois de tanto tempo escondido, o mundo amanhece um bocado menos engraçado.

Ô CRIDE!!! Fala pra mãe!! Depois de um tempo internado na UTI, aos 76 anos, morre Ronald Golias, dono de um rosto e um jeito de falar tão engraçado que nos fazia rir só de aparecer em cena. Golias morava atualmente em uma fazenda que, segundo ele, era tão pequena que a vaca dormia na beliche. Odiava entrevistas, e dizia que temia que as pessoas achassem que ele devesse ser engraçado o tempo todo, que ele tinha dias tristes... como todo mundo... como hoje.

Nos EUA perdemos Don Adams, talvés nem todo mundo conheço assim mas sim como o Maxwell Smart - Agente 86 da agência CONTROL. Quem não lembra dele atendendo seu sapato telefone, bem antes dos celulares. Ou ainda daquela abertura com ele passando por diversas portas e entrando em uma cabine-telefônica/elevador. Num dia como estes, cabe o bordão de um personagem tão interessante: "...você acredita?".

Para terminar o dia sem graça, estou em casa. Deveria estar no serviço, eu sei, mas não há ônibus circulando. Os motoristas e cobradores fecharam novamente o terminal. Só que "dois pesos, duas medidas": não há polícia, pelotão de choque, direito de ir e vir... apenas centenas de pessoas que não conseguem ir aos seus empregos, ou voltar para suas casas. Aonde está o Prefeito dizendo que a polícia irá usar "força necessária"? Aonde está o Governador Luiz "Leôncio" da Silveira dizendo que irá "Utilizar o exército caso necessário"? Aonde estão os mandantes do caos?

"Aonde estão os caras? Aonde estão as provas?
As boas novas eram só boatos?"

Humberto Gessinger.



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postado por: Bolsas Personalizadas 9:11 AM


Wednesday, September 21, 2005


Quando o gato gordo e sorridente surge é caos na certa no País das Maravilhas. O Chapeleiro Maluco, confuso, não sabe o que fazer enquanto a Rainha de Copas grita em histeria “Cortem a cabeça, cortem a cabeça!!”. Alice toma a poção de encolher e sai de cena.

Confusão no palco, jaz um corpo nos camarins,
os atores se entre olham esperando suas deixas.

A mocinha é sempre a mesma, servil e trabalhadora, amável e encantadora. Mas é depois do “Viveram Felizes para Sempre” que cai a cortina e se tiram as máscaras, o principe vira bobo-da-corte, a mocinha pobre vira princesa, atazana a criadagem e só quer saber de passear de carruagem.

Confusão no palco, jaz um corpo nos camarins,
os atores se entre olham esperando suas deixas.

Mickey e Minie, Donald e Margarida, eternos casais nunca casados.
Nunca vivendo “Felizes para Sempre” para sempre.

Confusão no palco, jaz um corpo nos camarins,
os atores se entre olham esperando suas deixas
As luzes se apagam para confusão dos espectadores,
só resta silêncio e máscaras sorridentes.



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postado por: Bolsas Personalizadas 9:01 AM


Thursday, September 08, 2005

Canção de Luto dos Kenders.

Antes, a primavera sempre voltava.
O mundo brilhante completava seu ciclo
no ar e nas flores, na grama e nas samambaias,
protegido e acalentado pelo sol.

Antes, você sempre sabia explicar
porque a terra escurecia,
e como a escuridão abraçava a chuva,
e fazia nascer as flores e as samambaias.

Eu já me esqueci dessas coisas,
e de como um veio de ouro sobrevive
à mineração de mil primaveras,
às estações de mil vidas.

Agora o inverno ocupa na minha memória,
agora o outono, agora a luz do verão...
Pois a partir de agora toda primavera será
outra estação na direção da noite.
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Esta canção está no livro "Dragões da Alvorada da Primavera", de M. Weiss e T. Hickman.
Achei bem interessante porque nas suas linhas dá para sentir, estrofe por estrofe, o fim da ingenuidade, da inocência, quando a morte é sentida e as coisas perdem o sentido, e só a ausência resta.
A última frase é indescritivelmente triste. Pois dali em diante a morte se torna algo presente, o tempo parece apenas trazê-la cada vez mais próxima.



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postado por: Bolsas Personalizadas 3:30 PM